domingo, 3 de maio de 2009

JOHN WESLEY - Herói da Fé


Em 28 de junho de 1703 nascia em Lincolnshire, na Inglaterra, o fundador da Igreja Metodista Wesleyana: John Wesley, cuja esposa chamava-se Susanna, era o 12º dos dezenove filhos do reverendo Samuel Wesley, um pároco de Epworth.

Quando completava seis anos, quase perdeu a vida num incêndio à noite, provocado por um grupo de malfeitores. O fogo se alastrava no teto de palha da paróquia onde eles moravam, começando a estilhaçar brasas sobre as camas. Subitamente, Hetty Wesley, um dos irmãos menores, acordou assustado e correu até o quarto de sua mãe. E logo todo mundo estava em pé, tentando conter o domínio das chamas, enquanto a pequena criada, agarrando o bebê Charles nos braços, chamava as crianças para um lugar mais seguro. A essa altura, Twice Susanna Wesley forçava a porta contra as costas, numa tentativa desenfreada de proteger-se.
A família finalmente conseguiu sair de casa e, apavorada, reuniu-se no jardim, pois descobrira que o pequeno Jeckie havia ficado lá dentro dormindo. Voltaram correndo, mas era tarde: a escada estava em cinzas e tornava impossível resgatá-lo. O rapaz chegou até aparecer na janela, porém não podiam segurá-lo, visto que a casa ficava no segundo piso. Todavia, um pequeno homem pulou sobre o largos ombros do pai de Wesley e, num esforço desmedido, conseguiu salvar a criança.
Um Estudante de Cristo
Consequentemente, uma profunda ternura passou a residir no coração de Jackie que, mesmo depois de homem, considerava que havia escapado aquela noite porque Deus tinha um propósito muito especial em sua vida. Várias vezes ele chegou a comemorar este dia em seu diário secreto que escreveu: "Arrancado das Chamas".

Seis anos depois, em Charter House School, Jeckie matriculou-se na Universidade em Oxford, tornando-se um estudante da igreja de Cristo. Quatro anos mais tarde graduou-se em bacharel de artes e em 1726 foi eleito acadêmico do Colégio Lincoln.
Enquanto John Wesley era ordenado ao ministério e ajudava o pai em casa, Charles, o irmão mais novo, organizava em Oxford um pequeno grupo de estudantes para orações regulares, estudos bíblicos e outros serviços cristãos. O Clube Santo, como era chamado, incluía vários integrantes, que, mais tarde, tornaram-se pioneiros de um avivamento, ocorrido no século XVIII, destacando-se, entre outros, George Whitfield.
Obedecendo ao Senhor, John Wesley viajou para colônia em Georgia, como capelão, em 1736. Charles nesta época, era secretário do governador e o piedoso trabalho em Georgia, embora com muitas lutas, teve sucesso mais tarde. O reverendo George Whitfield, depois de visitar a sede do movimento, escreveu: "O eficiente trabalho de John Wesley na América é impressionante. Seu nome é muito precioso entre o povo, pois tem edificado as fundações que, espero, nem homens nem demônios a abalem".
Aprendendo a Confiar
Em contato com German Moravian Christians na América, Wesley questionava sobre as verdades cristãs. Sabia muito bem que o êxito de seus trabalhos estava nas mãos de Deus e, por isso, começou a buscá-lo em oração. Não demorou muito tempo e, em 24 de maio de 1738, acabou encontrando a resposta quando, de volta para a Inglaterra, resolveu registrar tudo quanto acontecera naquele dia: "A tarde, visitando a sociedade em Aldersgate Street, li o ‘Prefácio da epístola aos Romanos’ na versão de Lutero, cujas palavras tocaram-me profundamente. Senti meu coração bater fortemente. E, desde aquele momento, aprendi a confiar em Cristo como meu Salvador. Estou seguro de que os meus pecados estão perdoados. Me salvei da lei do pecado e da morte". Esta experiência mudou o rumo da vida de Wesley que, a partir daquele momento, passou a ser uma nova criatura, sendo consagrado o maior apóstolo da Inglaterra.

John Wesley começou o trabalho de pregação ao ar livre quando viajava para Bristol a fim de ajudar George Whitfield, que na época era conhecido como o mais eloquente pregador da Inglaterra. Wesley, a princípio, rejeitou a idéia, mas uma vez convencido da vontade de Deus, acabou se tornando mais famoso que Whitfield. Viajava 11 quilômetros por ano. Experimentou os mais cruéis sofrimentos e oposições em toda sua vida. Estava frequentemente em perigo.

Embora fosse sábio e proeminente, o itinerante evangelista era um homem simples e executou muitas obras sociais. As suas poderosas mensagens muito influenciaram a igreja que, no ano de 1739, adquiriu uma sede para o movimento protestante, que crescia vertigiosamente. Comprou uma casa de fundição em ruínas, na cidade de Moofield, e transformou-a num templo. O prédio passou por uma rigorosa reforma que custou, na época, 800 libras (quantia superior ao da compra que foi de 115 libras), mas valeu a pena. Depois de pronta, a capela passou a comportar cerca de mil e quinhentas pessoas.

Era o primeiro edifício metodista em Londres, onde a verdadeira doutrina de Cristo era proclamada. Pessoas sedentas por ouvir a gloriosa mensagem do evangelho cruzavam todos os domingos a escuridão das estradas de Moorfield com lanternas, para ouvir os ensinamentos de Wesley. O prédio dispunha de sala de reuniões, com capacidade para 300 pessoas, sala de aula e biblioteca.

Mais tarde, John Wesley instalou a sua própria casa na parte superior da capela, onde passou a morar com a sua família. Em 1746, abriu um centro de atendimento médico e escola gratuitos, com capacidade para 60 estudantes, contratou farmacêutico, cirurgião e dois professores e, em 1748, alugou uma casa conjugada para refugiar viúvas e crianças.

Muitos foram os patrimônios conseguidos pela igreja durante os 40 anos do movimento metodista em Moorfield, organizada por John Wesley. Entretanto, devido a expiração do contrato imobiliário, a sede teve de mudar-se para um outro lugar.

Próximo dali, em City House, encontrava-se um vasto campo onde jaziam os túmulos de Bunhill Field e o de sua esposa Sussana Wesley. Um lugar de pântanos, recentemente aterrado, onde foi construída a catedral de Saint Paul. Havia também no local algumas pedras de moinho, utilizadas para moer milho trazido do Thames, que era transformado em trigo.

John Wesley alugou quatro mil metros quadrados destas terras em 1777 para construir a nova capela. E, finalmente, em 21 de abril do mesmo ano, sob forte chuva, lançou a pedra fundamental, com a seguinte gravação: "Provavelmente, esta pedra não será vista por algum olho humano, mas permanecerá até que a terra e o trabalho sejam consumados". Naquele dia, Wesley improvisou um púlpito sobre a pedra e pregou em Nm 23.23.

A Recompensa

Em 1 de novembro de 1778, dezoito meses depois, no Dia de Todos os Santos, a capela estava próxima de ser aberta para a adoração pública. Apesar dos ventos das dificuldades (além de ter contraído muitas dívidas, os trabalhadores tiveram as ferramentas roubadas), Deus recompensou grandemente o esforço de Wesley, levantando voluntários dentre os membros. O rei George III, por exemplo, doou mastros de navios de guerra para o suporte das galerias.

Conta a história que um certo dia Wesley ficou de um lado do templo e Taylor, um dos cooperadores do outro, com os chapéus nas mãos, e conseguiram arrecadar 7 libras; o suficiente para a conclusão das obras. Toda a galeria foi coberta com gesso e os bancos de madeira de carvalho, doadas pelas igrejas da América, Canadá, Sul da África, Austrália, Oeste da Índia e Irlanda. As janelas vitrificadas, as impressões no teto foram trabalhados no estilo Adams (réplica antiga), e a casa de Wesley construída num pátio em frente à capela. Estas raridades, depois de reformadas em 1880, no centenário da morte de Wesley, memorizam as epopéias deste bravo soldado de Cristo.

Sua MorteMesmo depois de velho quase cego e paralítico, John Wesley continuava pregando em City Road e Latherhead. E, quando percebeu que sua vida estava chegando ao fim sentou-se numa cama, bebeu um chá e cantou:

"Quando alegre eu deitar este corpo e minha vida for coroada de bênção, quão triunfante será o meu fim!

Eu glorificarei a meu Criador enquanto tenho fôlego;E, quando a minha voz se perder na morte, empregarei minhas forças; em meus dias o glorificarei enquanto tiver fôlego até o fim de minha existência".Wesley foi enterrado no Jardim-túmulo, em frente à capela em City Road, sob as luzes das lanternas, na manhã de 2 de março de 1791. Morreu com os olhos abertos e balbuciando a seguinte palavra: "Farwell" (adeus). Cerca de 10 mil pessoas acompanharam o funeral. E a lápide até hoje indica o significado histórico: "À memória do venerável John Wesley: o último companheiro do Lincoln College, Oxford..."
Fonte: Revista Obreiro Aprovado (Fev/Mar 1996)

domingo, 25 de janeiro de 2009

Adão deveria morrer ao comer o Fruto?

Esta foi uma Acusação postada na "comunidade contradições da Bíblia" no orkut.

Uma mentirinha de deus...

Deus disse a Adão:Gênesis 2:16 E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente,Gênesis 2:17 mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.

E Eva falando para a serpente o que deus havia lhe dito:Gênesis 3:2 Respondeu-lhe a mulher: Do fruto das árvores do jardim podemos comer,Gênesis 3:3 mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais.

Adão viveu 930 anos teve uma penca de filhos e não morreu após comer o fruto proibido, nem Eva.Parece que deus mais uma vez usou a tática do medo pra impor sua vontade, e nem cumpriu sua palavra...Até a serpente foi mais verdadeira com Eva:Gênesis 3:4 Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis.


Respondendo a Suposta Contradição Bíblica
A falta de discernimento, a leitura rápida com segundas intenções do texto, levantam esta dúvida, o que leva muitas pessoas a acreditarem em uma contradição.
Porém, o versículo relata o que aconteceria quando Adão comesse o fruto, sua morte, mas em nenhum momento relata que ele morreria imediatamente. Releia os versículos!
Em que momento a passagem afirma que eles morreriam no mesmo dia?
Em nenhum momento. A passagem afirma que eles certamente morreriam e não que morreriam imediatamente. O que esta passagem explica é que a partir daquele momento a morte existiria e seria uma certeza absoluta.
O mesmo autor da acusação bíblica demonstrou que Adão morreu fisicamente:
Gênesis 5v. 5: "Todos os dias que Adão viveu foram novecentos e trinta anos; e morreu."
A morte veio sobre eles, não existe nenhuma contradição nesta passagem, no dia em que foi desobedecida a condição imposta por Deus, a morte física começou a ser uma certeza absoluta.
De certa forma, o homem nasce morrendo, pois a cada dia envelhecemos e estamos mais perto da morte, então, quando Adão desobedeceu a ordem, a morte foi-lhe imposta como sentença, mas em nenhum momento a Bíblia declara o dia em que ele morreria, apenas que “no dia em que dela comeres, certamente morrerás”.
Além disso, existe um outro tipo de morte relatada na bíblia que é a morte espiritual, a qual o casal sofreu no exato momento em que desobedeceu. Isto torna se claro pela atitude de tentar esconder-se de Deus no momento habitual da comunhão diária com Ele, pela viração do dia. (Gn 3v. 8).

A partir deste momento, o casal passa a estar atrelado a morte física e a espiritual também.
Então, concluído:
Quem mentiu foi a serpente e, portanto, o acusador da suposta contradição bíblica também.

Placa de 700 a.C. traz relato de 'destruição de Sodoma'


Escritos cuneiformes teriam sido encontrados em um bloco de argila de 700 a.C., conhecido como 'Planisfério'
Da BBC Brasil - BBC

LONDRES - Cientistas britânicos conseguiram decifrar as inscrições cuneiformes de um bloco de argila datado de 700 a.C. e descobriram que se trata do testemunho feito por um astrônomo sumério sobre a passagem de um asteróide - que pode ter causado a destruição das cidades de Sodoma a e Gomorra.


Conhecido como "Planisfério", o bloco foi descoberto por Henry Layard em meados do século 19 e permanecia como um mistério para os acadêmicos.


O objeto traz a reprodução de anotações feitas pelo astrônomo há milhares de anos.


Utilizando técnicas computadorizadas que simulam a trajetória de objetos celestes e reconstroem o céu observado há milhares de anos, os pesquisadores Alan Bond, da empresa Reaction Engines e Mark Hempsell, da Universidade de Bristol, descobriram que os eventos descritos pelo astrônomo são da noite do dia 29 de junho de 3123 a.C. (calendário juliano).


Segundo os pesquisadores, metade do bloco traz informações sobre a posição dos planetas e das nuvens e a outra metade é uma observação sobre a trajetória do asteróide de mais de um quilômetro de diâmetro.


Impacto


De acordo com Mark Hempsell, pelo tamanho e pela rota do objeto, é possível que este se tratasse de um asteróide que teria se chocado contra os Alpes austríacos, na região de Köfels, onde há indícios de um deslizamento de terra grande.


O asteróide não deixou cratera que pudesse evidenciar uma explosão. Isso se explica, segundo os especialistas, porque o asteróide teria voado próximo ao chão, deixando um rastro de destruição por conta de ondas supersônicas, e se chocado contra a Terra em um impacto cataclísmico.


Segundo os pesquisadores, o rastro do asteróide teria causado uma bola de fogo com temperaturas de até 400ºC e teria devastado uma área de aproximadamente 1 milhão de quilômetros quadrados.


Hempsell afirma que a escala da devastação se assemelha à descrição da destruição de Sodoma e Gomorra, presente no Velho Testamento, e de outras catástrofes mencionadas em mitos antigos.


O pesquisador sugere ainda que a nuvem de fumaça causada pela explosão do asteróide teria atingido o Sinai, algumas regiões do Oriente Médio e o norte do Egito. Hempsell afirma que mais pessoas teriam morrido por conta da fumaça do que pelo impacto da explosão nos Alpes.


Segundo a Bíblia, Sodoma e Gomorra foram destruídas por Deus como resposta a atos imorais praticados nas cidades. Acredita-se que elas eram localizadas onde hoje fica o Mar Morto. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

REV. MARTIN LUTHER KING JR


"O Dr. Martin Luther King, Prêmio Nobel da Paz em 1964, principal expoente e líder da não-violência nos Estados Unidos, morreu hoje depois de ter sido atingido em pleno rosto por disparo de arma de fogo, segundo anunciou o subchefe da Polícia de Menfis, onde o insigne batalhador pela causa da integração racial e dos direitos dos negros nos Estados Unidos instalara seu quartel-general para dar inicio a nova marcha pela integração nesta cidade do Tennessee. Dois homens não identificados foram detidos. King foi baleado enquanto estava na sacada do hotel. O Rev. Anw Young, vice-presidente da Conferência Meridional de Orientação Cristã, presidida por Martin Luther King, afirmou que a bala o atingira no pescoço e na parte inferior do rosto."

Com esta notícia o mundo tomou conhecimento, em 4 de abril de 1968, às 6 h da tarde, da morte do Pastor Martin Luther King Jr, assassinado em Mênfis com um tiro na cabeça. Morreu levando para o túmulo seu "sonho americano" de uma sociedade justa e livre de preconceitos.

Em 1929, Luther King já era pastor adjunto de uma comunidade. Morava com sua mulher Alberta e sua filha Cristina de um ano, na casa de seu sogro, um pastor de renome chamado Adam Daniel Williams.

A casa possuía doze peças e fora construída no coração de Atlanta, na Avenida Auburn, artéria muito importante para a comunidade negra da cidade. A Igreja Batista de Ebenezer, onde também começaria a pregar Martin, localizava-se nesta mesma avenida.

Na grande casa ocupada pelos King e Williams, o movimento era febril naquelas primeiras semanas de janeiro de 1929. Alberta não passava bem no final da gravidez e todos se mantinham em grande expectativa. No dia 14, o estado de saúde de Alberta King piorou muito, mas finalmente no dia seguinte, 15 de janeiro de 1929, vinha ao mundo um menino que, para maior angústia de todos, parecia ter nascido morto. Entretanto, após vigorosa palmada do médico, o bebê principiou a gritar. Passava, assim, a respirar o futuro grande líder negro, que foi registrado, devido a um erro do encarregado do registro civil, como Michael Luther King Júnior, nome que só foi mudado oficialmente para Martin Luther King Júnior em 1957.

Com a morte do sogro (Williams) em 1931, o jovem pastor assumiu a posição de condutor espiritual daquela que viria a ser a igreja onde Martin Luther King Jr. principiou sua carreira de pregador, transformando-se mais tarde num dos maiores guias espirituais da humanidade nos tempos modernos. Naquele ano de 1931, data do completo êxito de Luther King, seu ilustre filho contava então apenas dois anos de idade.

Martin, sua irmã mais velha Cristina e o caçula Alfred Daniel cresceram em um ambiente confortavelmente burguês. O ano de 1929, início da grande Depressão norte-americana e ano do nascimento de Martin, deixou 65% dos negros de Atlanta desempregados, mas o lar dos King não viria a ser atingido pela crise. Jamais moraram em uma casa alugada e, segundo as próprias palavras de Luther King, jamais andaram muito tempo em um automóvel que não estivesse totalmente pago.

Apesar de toda esta estabilidade, ainda mais acentuada quando notamos que o temperamento calmo e tranqüilo da mãe servia de equilíbrio à índole inconstante e emotiva do pai, Martin Luther King Jr tentou o suicídio duas vezes antes dos treze anos de idade, o que vem a mostrar a instabilidade emocional do menino que, já a essa altura, estava tomado pelos fantasmas de sua condição de negro uma sociedade que não admite tal fato. A primeira tentativa deu-se quando sua querida avó, Jennie Williams, sofreu um acidente que fez com que perdesse a consciência. Julgando-a morta, Martin saltou da janela do primeiro andar sob os olhares atônitos da família.

Quando, em 1941, sua avó realmente morreu, Martin tornou a saltar do primeiro andar, e mais uma vez não sofreu mais do que pequenos arranhões.

Em 1935, Martin entrou na escola pública, passando em seguida para uma instituição privada, a Escola Experimental da Universidade de Atlanta, freqüentando depois a Escola Secundária Booker T. Washington.

Nesta altura a família King muda-se para uma rua bem mais rica, a Boulevard Street, ocupando uma bela casa de tijolos vermelhos. Luther King já é então pastor influente, ocupando importantes cargos junto a todos os conselhos de direção dos mais variados movimentos em favor dos negros de Atlanta, o que provoca o recebimento de cartas anônimas e constantes telefonemas injuriando-o e ameaçando-o de morte, principalmente por parte da Ku Klux Klan. Este clima de ameaças serviu para despertar no menino Martin a real consciência do mundo em que vivia, levando-o a meditar sobre as terríveis contradições sociais que geravam tanto ódio, tanta violência, tanta desumanidade.

Em setembro de 1944, Martin Luther King Jr., seguindo a tradição da família, entra para o Morehouse College. Optando pela sociologia, Martin mostrou ser um ótimo estudante, integrando-se muito bem no ambiente do campus, onde às vezes surgiam discussões políticas e sociológicas. Em junho de 1948, recebe o seu diploma, deixando assim o Morehouse College, onde foram plantadas as sementes intelectuais no espírito sensível e emotivo do jovem futuro líder que viria projetar-se no mundo inteiro.

No outono de 1948, Martin Luther King Jr. sai de Atlanta e dirige-se para a cidade de Chester, Pensilvânia, ingressando na Faculdade de Teologia Crozer. Martin já se encontrava plenamente consciente da explosiva situação mundial, semeada de conflitos sociais de toda espécie, que permaneceram latentes após o término da Segunda Guerra Mundial.

Em junho de 1951, recebe seu diploma em Teologia, encerrando assim mais urna importante etapa de sua formação intelectual. Quase que imediatamente, inscreveu-se no curso de Filosofia da Universidade de Boston, para onde segue no outono seguinte. E nesse período que ele trava conhecimento com Coretta Scott, a bela e inteligente moça que viria a ser sua esposa, a companheira nos dias luminosos e também nos trágicos.

O casamento se realizou a 18 de junho de 1953. Em setembro de 1954, Martin tornou-se pastor da Igreja Batista da Avenida Dexter, em Montgomery, Alabama, dando início à sua cruzada pelos direitos civis. Por essa época, a Ku Klux Klan, bem como outros grupos e a própria polícia, atuavam sem cessar, procurando através do medo paralisar os negros e mantê-los submissos.

Martin percebeu então que era preciso combater esse medo, pois à medida que ele se desfizesse, a voz negra passaria fatalmente a ser ouvida. Nesse mesmo ano nasceu sua primeira filha, Yolanda, ou Yoki, como ficou depois conhecida.


Na primavera de 1955, Martin recebeu seu diploma de doutor em Filosofia. Nessa época, entre todos os aspectos do segregacionismo em Montgomery, o mais degradante era o regulamento da Companhia de Ônibus da Cidade de Montgomery.

No dia 1º de dezembro de 1955, a Sra. Rosa Parks, uma costureira negra de quarenta e dois anos, fatigada por um dia de trabalho, entrou num ônibus superlotado para voltar para casa. Por sorte, descobriu um lugar vago no princípio da seção reservada aos negros.

Quando o ônibus lotou mais, o motorista ordenou aos negros que se Levantassem para que os brancos pudessem sentar-se, e a Sra. Parks, mais por cansaço que por espírito revolucionário, negou-se a ceder seu lugar. Foi imediatamente presa e levada para o Palácio da Justiça. Rosa foi libertada sob fiança por E.D. Nixon, homem que sempre se dedicou à luta pelos direitos civis; e foi ele quem, farto de tantas injustiças, entrou em contato com todas as associações e movimentos dos negros.

A idéia do Conselho Político Feminino de realizar um dia de boicote aos ônibus logo começou a germinar e, como veremos a seguir, foi tão bem aceita que o boicote durou "apenas" trezentos e oitenta e dois dias!


No dia seguinte, 2 de setembro, Martin foi chamado por Nixon para uma assembléia com mais quarenta representantes de todas as seções negras da cidade, onde foi decidido por unanimidade o boicote, que teria lugar no dia 5 de dezembro. O movimento foi um sucesso total, tendo 99% de eficiência e estendendo-se até meados de janeiro de 1956, quando a polícia resolveu prender Martin Luther King Jr., usando o pretexto de excesso de velocidade. Com a sua prisão, ainda mais unidos ficaram os negros.


No dia 30 de janeiro de 1956, Martin proferia um discurso em uma das reuniões quando lhe deram a notícia do ataque a bomba em sua residência; felizmente, graças à presença de espírito de Coretta, ela e Yoki nada sofreram, além do susto. Uma multidão de negros enfurecidos formou-se em frente à casa de Martin, querendo fazer justiça com as próprias mãos aos que tão injustamente os perseguiam; Martin, usando sempre da sua política de não-violência, pediu que depusessem as armas e voltassem para suas casas, dizendo para encerrar: "Devemos responder ao ódio com amor".


Mas o grande dia finalmente despontou. A 20 de dezembro de 1956, chegou a Montgomery a ordem da Suprema Corte, declarando ilegal a segregação nos ônibus. Era o fim do boicote que durara mais de um ano, e uma grande vitória para Martin Luther King Jr., que nessa ocasião se tornou mundialmente famoso.

Martin Luther King Jr. sempre foi uma personalidade controvertida dentro dos Estados Unidos, especialmente nos primórdios de sua campanha pela integração racial. Posteriormente, o valor de suas ações, tais como manifestações de protesto pela segregação nas lanchonetes, Jornada pela Liberdade, manifestações pelos direitos civis, Marcha Sobre Washington, Campanha de Registro de Eleitores, etc., baseada nos preceitos da não-violência, foi mundialmente reconhecido com a consagração do Prêmio Nobel da Paz que lhe foi concedido em 1964, cujo valor, cerca de cinqüenta mil dólares, ele destinou aos movimentos em prol dos direitos civis.
Ao receber o prêmio em Oslo, perante numerosa assembléia, King afirmou que o recebia em nome de milhões de negros americanos que lutam "para dar fim à longa noite de injustiças raciais".
A reação nos Estados Unidos em face da concessão do prêmio foi a de "muito apropriada" e a de "vergonha para todo o mundo". Esta última expressão foi utilizada por racistas do Sul dos Estados Unidos.


Combatido por uns, defendido por outros, o certo é que o Pastor negro deu aos seus compatriotas da mesma cor uma poderosa arma para a luta contra a segregação. Edgar Hoover, então diretor do FBI, qualificou-o certa vez como "o maior mentiroso e patranheiro dos Estados Unidos". O ex-presidente Truman afirmou ser ele um instigador de motins. Tudo isso não impediu que o mundo inteiro o considerasse um dos maiores líderes na luta pela justiça social em todo o mundo.


Nos Estados Unidos sua ação foi reconhecida pelo presidente John F. Kennedy que, antes de ter um destino semelhante ao seu, deu extraordinário impulso à legislação destinada a pôr fim "à maior chaga interna dos Estados Unidos", como já qualificada a discriminação racial que vigorava e ainda vigora, especialmente nos Estados do Sul.


No início de 1965, na decidida luta pelos direitos reais dos votos dos negros no Estado do Alabama, um dos mais segregacionistas dos Estados Unidos, King foi preso pela décima vez. Mas sua campanha de não-violência conseguiu impor-se, apesar de terem sido detidos na ocasião, juntamente com seu líder, cerca de três mil negros.


Na primavera do mesmo ano orientou a marcha de Selma sobre Montgomery, a capital do Estado do Alabama, que ficou histórica especialmente em face dos milhares de participantes. Luther King, contra a opinião de lideres de sua própria cor que pregavam a violência, sustentava que as marchas deviam catalisar o potencial negro que, do contrário, explodiria de maneira diversa. Na campanha entre Johnson e Goldwater, o pastor batista colocou-se indiretamente ao lado do candidato democrata, repudiando o candidato republicano.

Em 4 de abril de 1967, o pastor Martin Luther King Jr. levantou-se na igreja de Riverside, em Nova Iorque, e proferiu a mais violenta invectiva contra a ação dos Estados Unidos no Vietnã, concitando os negros americanos a se recusarem ao serviço militar "por motivos de consciência". Com esta atitude ele atraiu sobre si grandes críticas, pois estava levantando dúvidas sobre a lealdade do negro à sua pátria, mas de qualquer maneira estava dentro de sua política de não-violência, fosse qual fosse a sua situação.

Suas campanhas fizeram com que fosse constantemente ameaçado de morte. Telefonemas e cartas prometiam-lhe o pior. King conservava certa resignação a respeito, pronunciando em 1962 frases que seriam proféticas se consideradas à luz de seu trágico desaparecimento: "Podem crucificar-me. Posso mesmo morrer. Mas, mesmo que isto me aconteça, quero que digam: ele morreu para libertar os homens".

Nem sempre suas campanhas foram coroadas de êxito e as controvérsias existentes sobre ele nos círculos brancos - e mesmo entre os negros, que por vezes se deixavam dominar por lideranças radicais ou derrotistas - não tornavam fácil a sua campanha. Entretanto, ele nunca desanimou.

Em certa alocução declarou: "Nunca estarei satisfeito até que a segregação racial desapareça da América. Eu sonhei que algum dia a nação deverá levantar-se e afirmar: mantemos a verdade de que todos os homens nasceram iguais. Sonhei que algum dia sobre as colinas da Geórgia os filhos de escravos e os filhos de velhos senhores estarão prontos para sentarem-se à mesa da fraternidade. Eu sonhei que o Estado do Mississippi, hoje dominado pela injustiça e pela opressão, tornar-se-á algum dia um oásis de liberdade e justiça. Eu sonhei que meus bisnetos viverão em uma nação em que não serão julgados pela cor da pele mas por seu caráter".

Martin Luther King Jr. não era um sonhador, apesar de alimentar um sonho. Sua visão de uma sociedade de justiça era conseqüência de uma tumultuosa realidade. Sob sua liderança milhões de negros americanos saíram do aprisionamento espiritual, do temor, da apatia, e foram para as ruas reivindicar sua liberdade.

O ressoar de milhões de pés em marcha antecedeu o sonho. Sem estes feitos, inspirados pela sua admirável coragem pessoal, as palavras teriam simplesmente criado uma fantasia. Martin Luther King, o guerreiro pacífico, revelou ao povo o seu poder latente; o protesto não-violento de massas, firmemente disciplinado, capacitou-o a avançar contra seus opressores num combate eficiente e sem derramamento de sangue.

De um só golpe ele organizou seus exércitos e confundiu os seus adversários. Em plena rua, sob o clarão das luminárias, ele deu uma lição à nação, revelando quem era o oprimido e quem era o opressor.


Ele foi, sem dúvida, um dos líderes negros preeminentes da História. No entanto, foi igualmente um líder para milhões de brancos que com ele aprenderam que, apoiando a libertação do negro, eles se engrandeciam.

Pouca gente sabe o quanto este gigante era humilde. Tinha uma inesgotável fé no povo, e as multidões sentiam isto com todo o seu coração e seu espírito e lhe tributavam mais do que respeito, quase veneração.

Um número ainda mais reduzido de pessoas sabia quanto ele ficava aborrecido, e até torturado, porque duvidava da sua própria capacidade de não falhar nas decisões fatais que lhe atribuíam. Pedia exaustivamente conselhos a seus amigos mais íntimos; procurava as respostas dentro de si próprio; rogava com veemência por orientação.

Hoje, quando milhares de retratos seus estão suspensos em modestas cabanas, nos lares de gente comum e em salões importantes, é doloroso lembrar que ele proibiu sua organização de reproduzir seu retrato. Ele não queria ser idolatrado, mas sim ouvido. Em sua cripta, no South View Cemetery, estão gravadas as palavras que ele pronunciou na Marcha Sobre Washington:


FREE AT LAST, FREE AT LAST;THANK GOD ALMIGHTY. I’M FREE AT LAST!"
("Enfim livre, enfim livre! Graças a Deus Todo-Poderoso sou finalmente livre!")

Em seu último sermão para o mundo, na igreja de Ebenezer, Atlanta, na qual era pastor, Martin Luther King Jr. uniu este sonho à sua própria morte:

"Freqüentemente eu penso naquilo que é denominador comum e derradeiro da vida: nessa alguma coisa que costumamos chamar de "morte". Freqüentemente penso em minha própria morte e em meu funeral, mas não em sentido angustiante.

Freqüentemente pergunto a mim mesmo o que gostaria que fosse dito então, eu deixo aqui com vocês, esta manhã, a resposta...

Se vocês estiverem ao meu lado, quando eu encontrar meu dia, lembrem-se de que não quero um longo funeral. E se conseguirem alguém para fazer o "discurso fúnebre", digam-lhe para não falar muito. Digam-lhe para não mencionar que eu tenho um Prêmio Nobel da Paz: isto não é importante! Digam-lhe para não mencionar que eu tenho trezentos ou quatrocentos prêmios: isto não é importante!

Eu gostaria que alguém mencionasse aquele dia em que Martin Luther King tentou dar a vida a serviço dos outros.

Eu gostaria que alguém mencionasse o dia em que Martin Luther King tentou amar alguém.

Quero que digam que eu tentei ser direito e caminhar ao lado do próximo.Quero que vocês possam mencionar o dia em que... tentei vestir o mendigo, tentei visitar os que estavam na prisão, tentei amar e servir a humanidade.

Sim, se quiserem dizer algo, digam que eu fui um arauto: um arauto da justiça, um arauto da paz, um arauto do direito.

Todas as outras coisas triviais não têm importância. Não quero deixar atrás nenhum dinheiro.
Eu só quero deixar atrás uma vida de dedicação!

E isto é tudo o que eu tenho a dizer: Se eu puder ajudar alguém a seguir adiante.

Se eu puder animar alguém com uma canção,Se eu puder mostrar a alguém o caminho certo. Se eu puder cumprir meu dever cristão,Se eu puder levar a salvação para alguémSe eu puder divulgar a mensagem que o Senhor deixou...então, minha vida não terá sido em vão."


Martin Luther King defendia a não-violência, mas após a sua morte, em 4 de abril de 1968, mais de cem cidades americanas viveram o pesadelo dos saques, explosões, incêndios e conflitos entre negros e a policia. Nos dias posteriores à sua morte, o país estava em chamas e os grupos negros radicais (o black power). vingavam o pastor que oferecera a outra face ao ódio dos racistas e morrera por isto. "Quando a América branca matou o Dr. King, declarou-nos guerra", disse Stockly Carmichael, o principal líder negro do momento.

Onze anos depois, os negros americanos conquistaram alguns direitos políticos, mas não econômicos, a tal ponto que Jimmy Carter, em sua campanha para a presidência, conseguiu motivar esta minoria exatamente por retomar alguns direitos políticos, mas seus problemas. Dois anos após sua eleição, os negros americanos declaram-se insatisfeitos com ele, que não cumpriu suas promessas. Mas falta, na América negra de hoje, a liderança carismática.

Não existe mais o punho fechado dos black panthers de Carmichael, não existe mais o apelo de não-violência de Martin Luther King Jr. Continuam, porém, os problemas dos negros.

Cronologia

1899 - 19 de dezembro - Nascimento de Martin Luther King, pai, em Stockbridge, Geórgia.
1929 - 15 de janeiro - Nascimento de Martin Luther King Jr., em Atlanta, Geórgia.
1935 - Entrada na escola pública.
1935 - 1942 - Passagem pela Escola Experimental da Universidade de Atlanta e estudos na Escola Secundária Booker T. Washington.
1941 - Morte de sua avó, Jennie Williams. Desesperado, o menino King joga-se do primeiro andar de sua casa, mas felizmente escapa ileso.
1944 - Viagem a Hartford, Connecticut, e a outras cidades do Norte, onde Martin percebe a tal ausência de sinais externos de segregação, contrariamente a todo o Sul norte americano, minado por um eterno clima de violência racial. Em setembro, entra no Morehouse College.
1947 - Consagrado e nomeado adjunto da igreja de Ebenezer.
1948 - Junho - Recebe seu diploma no Morehouse College. No outono, parte para Chester, Pennsylvania, onde entra na Faculdade de Teologia de Crozer. Estuda filosofia, lendo principalmente Hegel.
1951 - Junho - Recebe o diploma na Faculdade de Teologia de Crozer. Inscreve-se imediatamente nos cursos de filosofia da Universidade de Boston.
1952 - Namoro entre Martin e Coretta Scott, em Boston.
1953 - 18 de junho - Casamento de Martin e Coretta, na casa da noiva, em Marion, Georgia.
1954 - Martin se torna pastor da Igreja Batista da avenida Dexter, Montgomery, Alabama.
1955 - Primavera - Martin recebe o diploma de doutor em Filosofia.
1955 - Novembro - Nasce a primeira filha de Martin e Coretta: Yolanda.
1955 - Dezembro - Boicote aos ônibus de Montgomery: Martin participa intensamente do movimento, o primeiro entre tantos em prol dos direitos civis.
1956 - 30 de janeiro - Atentado a bomba contra a casa de Martin, em Montgomery, felizmente sem vítimas.
1956 - 20 de dezembro - Fim do boicote com a chegada a Montgomery da ordem do Supremo Tribunal dos Estados Unidos abolindo a segregação nos ônibus.
1957 - Março - Viagem a Gana, África, a convite do presidente Nkrumah.
1958 - A 17 de setembro publica o seu primeiro livro Stride Toward Freedom.
1958 - A 19 de setembro, autografando Livros, sofre um atentado.
1959 - Em princípios de março, viaja para a Índia, na companhia da esposa e do prof. Lawrence D. Reddick.
1959 - A 29 de novembro, pede demissão da Igreja batista da avenida Dexter, Montgomery, e transfere-se para Atlanta.
1960 - Tornam-se comuns em Atlanta as manifestações de protesto pela segregação nas lanchonetes. Luther King é preso, juntamente com estudantes universitários, quando participava de urna delas.
1961 - Em dezembro, foi novamente preso, desta vez em Albany.
1961 - Têm início as Jornadas pela Liberdade, sendo Luther King o presidente da comissão de coordenação.
1962 - No dia 27 de julho foi preso, ao participar de uma manifestação pelos direitos civis.
1963 - Durante uma permanência de oito dias na prisão, Luther King escreveu a "Carta de uma Prisão em Birmingham", uma carta aberta a um grupo de sacerdotes brancos do Alabama.
1963 - No dia 28 de agosto, realizou-se a Marcha sobre Washington.
1964 - Recebe o Prêmio Nobel da Paz.
1965 - Declarou-se contrário à guerra no Vietnã.
1966 - Muda-se com a família para Chicago.
1967 - No dia 4 de abril, pronuncia o seu discurso "Além do Vietnã".
1967 - Viaja pelos Estados Unidos, pronunciando discursos.
1968 - Pronuncia, no dia 3 de abril, o seu último discurso, em Memphis.
1968 - No dia 4 de abril, é assassinado.
1968 - No dia 9 de abril, realizam-se os funerais na Igreja Batista de Ebenezer.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Estão entulhando os seus poços?

Passagem – Leia Gênesis 26 v. 14-34
Certa vez, Isaque, filho de Abraão, reabriu alguns poços para buscar água, poços que seu pai já tinha aberto. Ele reabriu, mas os Filisteus entulharam. Ele não desistiu, deixou aqueles poços e mudou de lugar.

Ele foi para o vale de Gerar e ali reabriu outros poços cavados no tempo de seu pai, mas os pastores de Gerar vieram e brigaram pelos poços dizendo: “A água é nossa!”

Isaque, paciente deu os poços a eles e os seus servos cavaram outro poço, mas a discussão continuou e os pastores quiseram os poços. Que provação!

Isaque mudou de lugar deixando o poço para eles, foi para outro lugar e cavou outro poço e ninguém discutiu por causa dele. Isaque deu o nome de Reobote e disse: “Agora o Senhor nos abriu espaço e prosperaremos na terra.”

Dali, Isaque foi para Berseba e o Senhor apareceu e disse: “Eu sou o Deus de seu pai Abraão, Não tema porque estou com você, Eu o abençoarei e multiplicarei os seus descendentes por amor ao meu servo Abraão.”


Isaque construiu naquele lugar um altar e invocou o nome do Senhor. Os seus servos abriram outros poços.

O mais interessante desta história é que Abimelque veio depois disto e reconheceu que o Senhor era com Isaque e fez um trato com ele.


O QUE EU APRENDO COM ESTA HISTÓRIA?
Este homem teve muita paciência! Talvez, eu e você, não teríamos paciência de ficar mudando de lugar, cedendo o poço, mas eu aprendi que em algumas circunstâncias devemos entregar o poço.


Eu não sei o que o “poço” possa representar para você, mas se você tem trabalhado para achar água, trabalhado para que o seu ministério cresça e tem gente querendo o seu poço ou estão entulhando o seu ministério, entrega o poço, mude de lugar que o Senhor irá fazer você prosperar.

Por mais que seja difícil entregar o poço devido ao trabalho que deu para achar água, entrega o poço. Mude de lugar e reabra o seu poço!

Eu sei que é difícil, mas quando Isaque mudou de lugar, Deus o abençoou, falou com ele e o fez prosperar a ponto de outras pessoas reconhecerem que Deus era com ele.

Pela inveja, ganância e poder, os pastores e Filisteus quiseram os poços. Hoje não é diferente, alguns querem entulhar o seu poço por inveja, outros para não perder o poder, outros querem ver a sua derrota, mas o Senhor está onde existe um lugar de adoração. Não há maldição onde o Senhor abençoa.

A sua vida pode ser considerada uma casa de adoração a Deus?
Então, entrega o poço, mude de lugar que a benção do Senhor estará contigo.
Estão querendo entulhar os seus poços? Querendo entulhar o seu ministério?

Estão com inveja? Estão com medo de perder o poder? Existe ganância ?

Estão preocupados se muitos podem beber neste poço?
Mesmo que deu um trabalhão para abrir o poço, mesmo que ele esteja cheio de água, tenha paciência – entrega o poço e mude de lugar que o Senhor vai prosperar a sua vida.

Não perca tempo.


Deus tem o de melhor para a sua vida.

Deus abençoe.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Dois pontos de fé: um em Deus e outro no acaso

Artigo escrito por Cláudia A. Alves - Bacharel em Química/USP, Mestre em Ciência e Química Analítica/USP e doutora em Biotecnologia Molecular Estrutural/USP.

Discorrendo sobre uma disciplina que lhe é familiar - a bioquímica - o professor Michael Behe, da Universidade Lehigh, Pensilvânia, EUA, demonstra em suas pesquisas que a teoria da evolução (que se propôs, no século XIX, a explicar a origem da vida por meio da seleção natural) não pôde resistir aos avanços científicos que desvendaram a complexidade do mundo celular.

Na obra A caixa-preta de Darwin: o desafio da bioquímica à teoria da evolução, o autor afirma que o desenvolvimento do microscópio eletrônico, da cristalografia de raios x e da ressonância magnética nuclear revelaram os segredos da complexa estrutura molecular da vida que, na época de Darwin, não era ainda conhecida. Nas palavras de Behe: "talvez tenhamos de pagar um preço por este conhecimento. Quando escavamos alicerces, as estruturas que neles repousam são abaladas e, às vezes, desmoronam".

A partir de sistemas orgânicos irredutivelmente complexos - como o olho humano, a coagulação do sangue, o transporte celular - o autor revela que tais sistemas, descritos detalhadamente no livro, não podem ser produtos do acaso ou de mutações aleatórias, pois, se qualquer um dos seus componentes não existir, a função do sistema não seria alcançada, favorecendo sua extinção, e não uma suposta evolução, conforme os pressupostos evolucionistas.

De fato, existem inúmeros trabalhos científicos ressaltando o silêncio constrangedor da literatura científica sobre a origem dos mecanismos celulares e a inconsistência das tentativas de explicá-las. Indagamos: "Por que, então, a teoria da evolução ainda é a mais aceita e ensinada no meio acadêmico?". As palavras do bioquímico podem nos nortear em busca desta resposta: "O dilema é que, enquanto um lado do elefante é etiquetado como planejamento inteligente, o outro poderia ser rotulado como Deus".

Na realidade, qualquer evolucionista que aceitar o planejamento da criação por um ser superior poderá sentir-se frustrado, pois os mecanismos usados na produção da vida estarão para sempre fora do seu alcance.

Desde a publicação de A origem das espécies houve choque entre cientistas e teólogos, o que gerou uma lealdade à disciplina científica que a coloca acima do objetivo a que deveria servir. E corrobora para isso o fato de que muitos cientistas não querem que seus conhecimentos, fruto de anos de dedicação, sejam confrontados com um conhecimento além da natureza, isto é, não desejam que um ser sobrenatural afete a natureza.

Numa época em que as publicações científicas procuram cada vez mais desacreditar as Escrituras Sagradas, vemos, com satisfação, que o conhecimento científico chegou a um impasse sobre a origem da vida e que algumas pessoas começam a reconhecer que as respostas podem estar no âmbito da teologia.

Nesta matéria, analisaremos, com franqueza, os fundamentos históricos e científicos da chamada "teoria da evolução". Será que resistem?

A teoria da evolução

Em 1859, Charles Darwin publicou sua obra intitulada Sobre a origem das espécies. Em 1872, já na sexta edição, o título foi mudado para A origem das espécies. Com esta obra, a teoria da evolução saiu do anonimato e entrou no cenário das idéias brilhantes.

Darwin defendia que as modificações adaptativasdas espécies eram provenientes de um mecanismo de seleção natural, e que essa seleção natural, ocorrendo por muitas vezes, era capaz de gerar novas espécies e de extinguir outras.Para os humanistas e naturalistas da época, este raciocínio permitia explicar a origem da imensa quantidade de espécies de organismos vivos observados em toda a terra.

Assim, em apenas trinta anos, as idéias de Darwin foram aceitas e difundidas, mesmo sem haver provas científicas adequadas que as comprovassem. A "antiga serpente" está sempre seduzindo a mente humana, oferecendo-lhe "conhecimento" enganoso. As artimanhas para infiltrar na humanidade os conceitos evolutivos vêm desde a antiga Babilônia, Egito e Grécia.

No tempo de Darwin, o palco estava montado. Os pensadores queriam mais do que nunca uma explicação, em termos naturais, para a origem da vida e sua variedade.Darwin formou-se em teologia, mas seu avô, Erasmo Darwin, era um evolucionista famoso, o que certamente contribuiu para que ele rumasse para o naturalismo.

Também em 1809, um pouco antes das idéias de Darwin se tornarem conhecidas, Jean Baptiste Lamark tinha proposto que mudanças no meio ambiente eram capazes de modificar os organismos para que se adaptassem às novas condições, e que essas mudanças poderiam ser transmitidas às futuras gerações. Todavia, as idéias de Lamark não resistiram ao método científico e foram abandonadas.

A diferença entre Darwin e seus antecessores é que ele argumentava em cima da chamada seleção natural, a qual somente os mais aptos sobrevivem. A partir de 1930, conhecimentos acumulados sobre mutações reforçaram as idéias de Darwin e assim surgiu a Teoria Sintética da Evolução (neodarwinismo), que afirma que o processo evolutivo é regido, principalmente, por mutações e seleção natural.

Em 1936, o russo A. I. Opárin publicou o livro A origem da vida, que foi aceito pela comunidade científica por julgarem que nele havia pensamento claro e defensável sobre como se originou a vida na terra. Opárin sugeriu que a seleção natural, proposta por Darwin para explicar a evolução orgânica das espécies, começou atuar já no plano molecular no chamado caldo primordial de onde, supostamente, teria surgido a primeira vida.

Os agregados coloidais, formados por aglomeração de moléculas do caldo, competiam entre si pelas moléculas livres do meio e os agregados mais aptos, em termos de arranjo interno e composição química, prevaleciam sobre os demais. Eis aí as bases da chamada evolução química.Os pensamentos de Darwin e Opárin colocaram um ponto final no desconforto da comunidade científica por não ter uma resposta racional sobre a origem da vida e sua imensa variedade. A resposta dos mestres da ciência tem como base a obra do acaso.

A criação sobrenatural passa a ser de domínio dos ignorantes do povo, dos sem imaginação, dos fracos e dos religiosos.

Existem provas confiáveis do processo evolutivo?

As provas de que dispõem os evolucionistas são baseadas em análises de fósseis e em estudos filogenéticos relacionados à anatomia e fatores bioquímicos das espécies.

As provas, se é que podemos tratá-las assim, são frágeis e envoltas em contradições, equívocos e até fraudes. As provas bem intencionadas usadas para demonstrar que a evolução das espécies é verdadeira também são questionáveis em relação à sua validade.

Retrato de Charles Darwin

O documentário fóssil comprova que no passado houve formas de vida bem diferentes dessas que são observadas no presente. Por conta deste fato, os evolucionistas buscam nos fósseis a descoberta de formas de vida que apresentem características transitórias entre uma espécie ancestral e outra que possa estar um passo evolutivo adiante. Mesmo com tantos esforços para comprovar a evolução das espécies com um achado fóssil de peso, até agora nada se tem que possa ser considerado "prova incontestável".

Como certa vez declarou G.K. Chesterton, "os evolucionistas parecem saber tudo acerca do elo perdido, a não ser o fato de que ele está perdido".

De fato, os elos perdidos, fósseis de criaturas apresentando características do ancestral e da forma evoluída, continuam perdidos. Aliás, se esses animais transitórios tivessem existido realmente, seriam verdadeiras fábulas vivas. É preciso muita fé para acreditar neles, uma vez que não se tem nenhum vestígio confiável desse tipo de vida.

Nos estudos de semelhanças anatômicas entre as diferentes espécies nada pode ser considerado conclusivo. Uma vez que para usar esses argumentos como evidências da evolução seria necessário que a própria evolução fosse comprovada ou, do contrário, é o mesmo que andar em círculos.

A semelhança entre um homem e uma criança não serve como prova de paternidade, o que pode ocorrer, mediante tal observação e o depoimento da mãe, é que surja uma suspeita de paternidade. Essa suspeita tem de ser provada por meio de exame apropriado ou, do contrário, a semelhança não passa de semelhança.Ainda dentro do conjunto de provas relacionadas à anatomia, os evolucionistas citam os chamados órgãos vestigiais que, para eles, são heranças de antepassados evolutivos. Classificam como vestigial os órgãos que aparentemente não possuem nenhuma função no organismo.

O apêndice e o cóccix humano são considerados vestigiais pelos evolucionistas. O primeiro porque deixou de ser usado por não se comer mais carne crua e alimentos mais duros e o segundo, alegam, que é vestígio da cauda de antepassados que a possuíam. Entretanto, atualmente são atribuídas funções para esses dois órgãos, mas pouco se fala a esse respeito.

O fato de não se entender muito bem o papel de um órgão não faz dele um órgão vestigial. Esse tipo de erro já foi observado antes na história da ciência. Quando todos os órgãos endócrinos e linfáticos foram considerados vestigiais.

As provas bioquímicas estão relacionadas à análise das proteínas presentes nos mais variados organismos. Duas espécies são consideradas parentes próximos quanto maior for a semelhança entre suas proteínas, isso porque uma proteína é um polímero de aminoácidos e a seqüência desses aminoácidos é determinada pela leitura do gene que a codifica. Um gene é um pedaço do DNA que possui a receita para que uma proteína seja feita ou expressa.

No DNA de uma espécie existem muitos genes. Dizer que o conjunto de proteínas de dois organismos são semelhantes é o mesmo que dizer que seus DNA são semelhantes e, na visão evolucionista, isso é sinal de que houve um ancestral comum. O problema dessa classe de argumentos está no fato de que espécies que não deveriam mais apresentar semelhança protéica, devido à suposta distância evolutiva, as apresentam. Por exemplo, a hemoglobina da lampreia, que é um peixe, é muito parecida com a humana.

O mesmo se observa em relação à clorofila de plantas e à nossa hemoglobina.Como se vê, não há provas capazes de proteger a teoria da evolução de perguntas embaraçosas e críticas plausíveis por parte de opositores. Muitas vezes, os ataques e as críticas vêm do próprio meio evolucionista que não consegue concatenar a teoria com provas empíricas.

Um exemplo relevante foi o que ocorreu no dia 5 de novembro de 1981 envolvendo o respeitado paleontólogo e evolucionista Collin Patterson, do Museu de História Natural de Londres. Patterson chocou os cientistas americanos reunidos no Museu Americano de História Natural ao perguntar para sua platéia: "Vocês podem me dizer alguma coisa sobre a evolução, qualquer coisa que seja verdade?".

Dizem que a platéia ficou muda, mas não ficou parada porque Patterson moderou seu discurso em relação à teoria da evolução. Para manter essa teoria viva, os evolucionistas precisam fazer vistas grossas para os próprios erros e reprimir opiniões divergentes até que se encontre "a prova". O problema é que esta busca pode durar para sempre.

Reconstrução de como seria a fisionomia do Homem de Homem de Neanderthal . A história do homem e do macaco

Era uma vez um macaco muito sabido que de tão sabido virou "gente", mudou sua aparência, seu modo de agir e esqueceu de seus antigos parentes macacos. Construiu uma família que se tornou numerosa e dominou toda a terra.

Após ter passado muito tempo, os descendentes desse "macaco" querem saber como ele era, mas a tarefa tem sido árdua, pois tudo o que sabem dele é que era meio macaco meio homem. A partir daí, o que vale é a imaginação dos descendentes do "macaco".

Vejamos as mais famosas:

1.O Homem de Nebraska: teve sua imagem reconstituída a partir de um dente com idade estimada de um milhão de anos. Após quatro anos e meio, descobriu-se que aquele dente na verdade pertencia a uma espécie de porco já extinta.

2. O Homem de Java: foi imaginado a partir de um fêmur, uma caixa craniana e três dentes molares. O mais interessante é que esses itens não foram encontrados no mesmo local e ao mesmo tempo. O fêmur foi encontrado a quinze metros da caixa craniana. Um dos dentes foi encontrado a três quilômetros do fêmur e do crânio. E, para completar o quadro, o dr. Dubois, que descobriu o material, esqueceu de mencionar em seu relatório que também encontrou restos mortais humanos na mesma camada de escavação. Ele se lembrou deste fato após ter passado trinta anos.

3. O Homem de Neanderthal: foi reconstituído a partir de um crânio quase completo descoberto em 1848 e um esqueleto parcial em 1856. Muitos estudiosos dizem que o Neanderthal era tão humano quanto qualquer um de nós.

As diferenças do esqueleto são atribuídas ao fato de pertencer a um homem velho que sofria de raquitismo. Esse detalhe foi comprovado com novos achados fósseis, pois os Neanderthais sepultavam seus mortos.

4. O Homem de Cro-Magnon: segundo o dr. Duane T. Gish, professor de ciências naturais e apologética, o chamado Homem de Cro-Magnon passaria despercebido por nossas ruas se usasse a moda corrente, ou seja, nele não há nada de símil.

5. O Homem de Piltdown: foi uma fraude forjada por Charles Dawson a partir de um fragmento de maxilar, dois dentes e um fragmento de crânio. A fraude foi descoberta quarenta anos mais tarde.

Dificuldades que cercam a origem da vida na versão evolucionista

Stanley Miller ficou famoso ao publicar, em 1953, os resultados de sua experiência, realizada sob as condições da suposta atmosfera primitiva. A atmosfera primitiva, proposta no experimento de Miller, era composta por vapor d'água, Primeira edição do livro

A Origem das Espéciesmetano, amônia e hidrogênio, na total ausência de oxigênio livre, pois ele sabia que o oxigênio impediria a formação das grandes moléculas orgânicas. Sob estas condições, Miller relatou que obteve formação de alguns aminoácidos. Entretanto, não existem provas de que a atmosfera primitiva fosse isenta de oxigênio livre.Outra dificuldade para a formação da vida ao acaso está na matemática.

A probabilidade estatística não é favorável à teoria da evolução. Segundo a Lei de Borel, um evento que tenha 1 chance entre mais que 1050 chances simplesmente não ocorre. Por exemplo, a probabilidade de que uma proteína de cinqüenta aminoácidos seja formada casualmente é de 1 chance entre 1065 chances, o que não é viável matematicamente.

O que dizer então do complexo código genético que possui a probabilidade de ter sido formado ao acaso de uma chance em 101505 chances (o número 1 seguido de 1505 zeros)?

A Segunda Lei da Termodinâmica diz que tudo tende ao caos, à desordem e à deterioração. A teoria da evolução afirma justamente o contrário, ou seja, que moléculas simples foram gradativamente tornando-se estruturas cada vez mais complexas e ordenadas.

O problema da tendência à desordem pode ser contornado se houver fornecimento de energia externa ao sistema. Em organismos vivos já estruturados, como os atuais, existem mecanismos que compensam essa tendência à desordem transformando a energia solar em energia química.

As plantas convertem a luz solar em energia química, os animais comem as plantas e aproveitam sua energia armazenada. Esse ciclo de dependência energética é chamado de cadeia alimentar. Seres tão primitivos como a primeira vida não dispunham de mecanismo de captação e conversão de energia solar.

Para contornar essa dificuldade, os evolucionistas apelam para o processo fermentativo, que é bem mais simples do que a captação de energia externa, mas mesmo a fermentação seria algo muito complexo para a primeira vida formada ao acaso.

Uma teoria com força de Lei

Apesar de a teoria da evolução apresentar tantas dificuldades e paradoxos, ela mantém o status de ser a teoria oficialmente aceita pela comunidade científica para explicar a origem da vida e sua diversidade. Todas as crianças, adolescentes e jovens são doutrinados nas escolas com essa teoria. Suas supostas evidências são ensinadas como se fossem provas estabelecidas e bem trabalhadas, o que muitas vezes confunde a fé da juventude cristã no Deus Criador.

Diante disso, é importante ressaltar que, assim como o criacionismo, o evolucionismo também baseia suas conjecturas na fé. Fé no acaso, pois tudo o que defendem são suposições que, em circunstâncias primordiais ou normais, jamais poderiam ocorrer.Se é racional pensar que dos peixes surgiram os anfíbios, dos anfíbios os répteis, dos répteis as aves e os mamíferos, por que não é racional pensar que Deus criou o homem do pó da terra?

No mundo físico, nenhuma dessas posições pode ser provada, portanto, ambas são pontos de fé.Entretanto, ridicularizam o criacionismo e geram um sentimento de vergonha, principalmente nos estudantes cristãos, que passam a rejeitar "Adão e Eva" e a aceitar a idéia do homem-macaco. Não há nada de vergonhoso em acreditar no criacionismo, pelo contrário, é motivo de grande alegria.

O criacionismo escolhe acreditar que Deus é o criador de todas as coisas, inclusive da vida. O evolucionismo acredita na obra do acaso que vai transformando uma forma de vida em outra, num processo cego e sem nenhum objetivo final. Ademais, a evolução das espécies é somente uma teoria.Uma teoria é um conjunto de idéias estruturadas que interpretam fatos. Fatos são situações observadas em nosso mundo físico.

Os evolucionistas argumentam que o processo evolutivo é um fato e que resta apenas estabelecer como se deu este fato. Mas a verdade é que não possuem fatos em si, o que possuem são interpretações usadas como fato. Para se afirmar algo usando a metodologia científica é preciso primeiro observar e registrar os fatos. Depois é preciso fazer uma generalização baseada nas observações. Em seguida, formula-se uma hipótese para predizer os fatos do mundo real.

Após muitos experimentos, que confirmem os fatos preditos, surge uma teoria. Se a teoria resistir ao tempo e a novos experimentos, pode passar à lei científica.Entretanto, somente a evolução dentro de uma mesma espécie (microevolução) pode ser demonstrada pela metodologia científica.

A evolução entre as diferentes espécies (macroevolução), proposta por Darwin e mantida por seus seguidores, não pode ser provada pelo método científico, no entanto, é chamada de teoria.

A criação é obra de Deus

Deus criou toda a realidade existente com um ato de sua vontade a partir do nada (criação ex- nihilo). Em Romanos 4.17 está escrito que Deus "chama à existência as coisas que não existem".Muitas outras afirmações semelhantes a esta são encontradas no Novo Testamento.

No momento da criação não havia matéria preexistente, nada foi adaptado ou moldado, tudo foi original. Deus planejou e executou seu plano e a obra criada agradava a Deus, pois tudo foi declarado por Ele como sendo bom (Gn 1.1-31).

O propósito das passagens bíblicas a respeito da criação não é dizer como Deus executou seu projeto, mas sim que foi Ele o seu autor e executor. Este ponto de fé a ciência não tem como substituí-lo.Para um criacionista existem a fé, a Bíblia e a grandiosidade da realidade física criada por Deus. Não há como demonstrar satisfatoriamente um ponto de fé com provas físicas, mas muitas vezes a realidade ampara a fé e é isto que vemos no caso da criação.

A grandeza e a complexidade da vida podem ser vistas em toda a terra. O corpo humano esbanja detalhes. Como explicar a obra do acaso analisando a sofisticação de órgãos como o cérebro, o olho e o ouvido? O cérebro humano é tão complexo que mesmo com toda a tecnologia moderna, somente uma pequena parte de seu funcionamento é compreendida. E o que dizer das diferentes formas de vida com tanta variedade de estrutura? Não há espaço para a ação do acaso na origem da vida, tudo foi planejado nos mínimos detalhes por Deus, o Criador.

A primeira afirmação da Bíblia está em Gênesis 1.1 e nela está escrito: "No princípio criou Deus os céus e a terra". No Salmo 148.5 a Bíblia ensina que Deus deve ser louvado como o Criador.Para os cientistas evolucionistas esse tipo de argumentação não significa nada, entretanto, não usam, a rigor, o método científico ao tentar provar a evolução das espécies e a origem da vida.

A ciência se apóia na realidade, nos fatos e nas provas físicas e, seguindo estes parâmetros, o bioquímico Behe e outros sérios cientistas já classificam a teoria da evolução como uma teoria ultrapassada. Os cientistas precisam provar o que pensam e ensinar como verdade somente o que provam, inclusive os evolucionistas.

Se não há fatos físicos nem provas, tudo não passa de idéias, nós, portanto, seguimos o conselho do apóstolo Paulo a Timóteo, quando disse: "Guarda o depósito que te foi confiado, tendo horror às oposições da falsamente chamada ciência, a qual, professando-a alguns, se desviaram da fé" (1Tm 6.20).

Bibliográficas:

*A origem da vida. George Wald. Artigos do Scientific American.A Base molecular da vida: uma introdução à biologia molecular. Editora da Universidade de São PauloFísico-Química. P. W. Atkins. LTC

*Livros Técnicos e Científicos EditoraBiologia molecular básica. Arnaldo Zaha (Coordenador). Editora Mercado AbertoThe emerging conceptual framework of evolutionary developmental biology. Nature. Wallace Arthur Secret life of genes.

Günter TheiBen: NatureSite de consulta: http://ssilva777.tripod.com.br

Notas:

1 A caixa-preta de Darwin: o desafio da bioquímica à teoria da evolução. Michael Behe. Ciência e Cultura, p.13.2 Ibid. p. 235.

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sábado, 16 de agosto de 2008

TESOUROS DA TERRA SANTA - DO REI DAVID AO CRISTIANISMO


EXPOSIÇÃO NO MASP REÚNE ACHADOS QUE CONTAM MAIS DE MIL ANOS DE HISTÓRIA

Cerca de 150 achados arqueológicos do período compreendido entre 1000 a.C. até o século I da nossa era estão reunidos na exposição Tesouros da Terra Santa - Do Rei David ao Cristianismo, que o MASP e a Calina Projetos apresentam no
Museu a partir de 13 de agosto.

A mostra reúne objetos trazidos de Jerusalém para contar algumas passagens históricas ligadas ao judaísmo e ao cristianismo, como a construção do Primeiro e
Segundo templos e os dias de Jesus Cristo.
Com curadoria de Naama Brosh e David Mevorah, do Museu de Israel Jerusalém, Tesouros da Terra Santa fica de 13 de agosto a 2 de novembro no MASP.
Dentre os 150 objetos expostos estão o ossuário de Caifás e a inscrição de Pôncio Pilatos, dados como dois dos cinco artefatos genuínos da arqueologia que comprovam dados históricos do período de Jesus na Palestina, a exemplo da existência do Sumo Sacerdote judeu que presidiu o julgamento de Cristo e do governador romano que o levou à cruz.
Entre as peças que compõem o conjunto também está a "pedra da vitória", entalhada por um rei de Aram, contendo uma inscrição que menciona a "Casa de David", referência direta à dinastia fundada pelo Rei David.
A mostra trará ainda a pedra funerária que marca o local do sepultamento de Uzias, um dos reis de Judah, cujo túmulo foi trocado de local quando da expansão de Jerusalém séculos após seu reinado. São peças que revelam a arquitetura real, a devoção religiosa e a administração durante o período do Primeiro Templo.
O espaço expositivo são dividido em duas partes.
A primeira tem foco nos aspectos históricos, religiosos e políticos da Terra Santa, relacionados ao período do Primeiro Templo.
São apresentados aspectos da devoção dos israelitas, com ênfase no Templo Sagrado e na centralização do culto em Jerusalém.
Esta parte também tem a proposta de descrever a vida cotidiana dos israelitas, seus lares e tarefas domésticas. Já a segunda parte é voltada ao período do
Segundo Templo, em Jerusalém, e ao início do Cristianismo.
É traçado o papel do Templo Sagrado e o estilo de vida dos primeiros cristãos.
O período Bizantino, entre os séculos IV e VII d.C, ganha destaque na parte final da mostra e complementa o milênio retratado, 600 anos depois.
Nessa época, seguidores do judaísmo e do cristianismo viviam lado a lado e ambos dedicavam grandes recursos à construção de monumentais casas de oração, antigas sinagogas e igrejas.
A reconstituição desses espaços, com pia batismal, altar e outros objetos, dá testemunho, principalmente, das semelhanças entre as duas religiões nesse período.
Exposição Tesouros da Terra Santa - do Rei David ao CristianismoRealização: MASP - Museu de Arte de São Paulo

Local: Paulista, 1578 - Cerqueira César - São Paulo - SP (no 1º subsolo)
Horário: terça-feira a domingo e feriados, das 11h às 18h; quinta-feira até 20h.
A bilheteria fecha com uma hora de antecedência.
Ingresso: R$ 15 (inteira) e R$ 7,00 (estudante), gratuito para menores de 10 anos e maiores de 60 anos.
(Dia Gratuito - Todas as terças-feiras entrada gratuita até as 18:00 horas)

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Deus nos dá vitória sobre a Culpa!


Muitas pessoas vivem desenterrando o passado e não conseguem se livrar do sentimento de culpa.
Algumas são aconselhadas em fazer uma auditoria no passado de seus familiares para saber se os pecados deles não estão impedindo a felicidade chegar a sua vida. A maldição ganha mais espaço do que a misericórdia que é renovada todos os dias.

Se você é uma destas pessoas que sofre com o seu passado, eu tenho um conselho para você: “Deus te ama e não quer ver você desta forma”.

Não deixe que a culpa venha tomar lugar do amor de Deus, o sacrifico de Jesus na cruz, venceu a culpa! Deus te amou tanto que colocou a sua disposição o seu Filho Jesus, o Espírito Santo e ainda uma palavra Fiel e verdadeira a seu dispor.Para que você fique livre da culpa é preciso reconhecer o que fez, se arrepender e pedir perdão a Deus.

Basta você entender que o arrependimento te leva a cruz de Cristo, e que ela está impregnada com o seu sangue que te purifica de todo o pecado.

Confesse os seus erros a quem pode perdoar os seus pecados. Se arrependa, confessa e deixe-os.
Não fique com medo de dizer ao Senhor o que fez. Peça ao Senhor sondar o seu coração como o Salmista:

Salmos 139 v.23-24 :"Sonda-me o Deus, conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos. E vê se existe em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno".Este deve ser o seu pedido diário. Este é o remédio que nos traz o refrigério do perdão de Deus para sua vida.

Eu sei que muitos já fizeram isto, mas ainda vivem escravos do passado e não se sentem perdoados, vivem remoendo o passado.

Se você já é cristão, filho de Deus, eu quero levar você a pensar sobre o que a Bíblia diz.

Ela nos ensina que quando aceitamos Jesus como salvador, não estamos debaixo de condenação.

Romanos 8 v. 1 "Portanto agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito".
Romanos 8 v.34 "Quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu ou, antes, quem ressuscitou dentre os mortos, o que está à direita de Deus, e também intercede por nós".
O que te preocupa? Pecados dos antepassados?

A Bíblia nos informa em Ezequiel 18 v.20 :"A alma que pecar, esta morrerá. O filho não levará a maldade do pai, nem o pai levará a maldade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele".
Quem sabe o diabo tem usado pessoas para atacar o seu passado em sua cara, mas lembre o que a palavra diz:
Tiago 4v. 7 "Sujeitai-vos pois a Deus, resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós.".Resista estas acusações do inimigo!
Deus nos afirma em sua palavra em Isaias 43v. 25 "Eu (Deus), Eu mesmo, sou aquele que apaga as tuas transgressões por amor de mim e teus pecados não me lembro."
Isaias 43v. 22 "Desfaço as tuas transgressões como nevoa e os teus pecados, como nuvem.Torna-te para mim, porque eu te remi."
NÃO SOFRA COM A CULPA!

Se você é cristão, agora você já sabe o que a bíblia diz, mas se você ainda não é, aceite Jesus como o seu Senhor e Salvador.
1 -Faça uma oração dizendo a Jesus que você se arrepende dos seus erros e pecados cometidos.

2- Diga a Ele que o aceita como seu senhor e salvador.
3 -Procure ler a Palavra de Deus – a Bíblia – e descubra como ela é preciosa para a sua vida.

4 – Procure uma igreja evangélica perto de sua casa, que ensine a Palavra de Deus e te instrua a cada dia no caminho do Senhor.

Deus te abençoe.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Mulheres esquecidas da Bíblia - A Mulher de Noé


Quantas pregações sobre a esposa de Noé você já escutou?
Provavelmente nenhuma. Imagine você na pele desta mulher, sem dúvida, ela necessitou de muita fé.

Estamos no século 21, conhecemos o que são chuvas, tempestade e até enchente, a pouco tempo tivemos um exemplo do que é um terremoto,mas nos tempos de Noé, não existia nem chuva e, de repente, o seu esposo chega em casa e diz:"Mulher eu preciso fazer um barco muito grande, porque Deus disse que todos morrerão. Deus disse que nos preservará e estabelecerá uma aliança com nossa família. E ainda disse que eu preciso ajuntar casais dos animais e colocá-los dentro da arca."
Minha irmã, qual seria sua reação se seu marido chegasse com uma notícia como esta, morando em uma cidade longe do mar?
Provavelmente, se viraria pra ele e diria: “Você está louco, que conversa é esta de fazer um Barco em plena Avenida Paulista? “

Em primeiro lugar, ressalto, neste artigo, esta primeira reação que a esposa de Noé poderia ter tido: O meu marido está louco!
Qualquer pessoa em sã consciência poderia ter esta reação, mas não é isto que a Bíblia nos relata. Em um mundo sem chuvas, um barco não seria comum, mas ela creu nas palavras de seu marido de que Deus havia falado com ele, e não teve nenhuma atitude de rebeldia ou desconfiança, a ponto de acusá-lo de louco.
Imagine Noé construindo a arca. Enquanto ela ainda estava pequena, pode ter até parecido normal, porque talvez ficasse escondidinha atrás da casa. Mas, e quando ela começou a ficar enorme e pôde ser visualizada pelas amigas e vizinhas da esposa dele?Como ela se saiu com aquelas vizinhas?
Porque, se fosse nos dias de hoje, tenho certeza de que não faltaria aquela perto de sua casa que adoraria espalhar a novidade por todo o bairro. Ou estou enganado?

Imagine a cena...
Em uma tarde bem ensolarada:
- Boa Tarde, dona Nóe, como vai? Diz a vizinha.
- Tudo bem, e a senhora? Diz a esposa de Noé.
- Eu vou bem, e gostaria de te fazer uma pergunta: O que o seu marido está construindo atrás da casa? Não me diga que é um barco?
Imagine a seqüência de visitas que receberam. Acredito que a casa do nosso querido Noé deva ter se tornado uma atração turística. E as perguntas indiscretas que foram feitas para ela? Mas sua confiança em Noé permaneceu, porque ela tinha plena convicção de que Deus tinha falado realmente com o seu marido, não se importando que toda a cidade o julgava Louco.
Acredito que a certeza do coração de Noé foi transmitida ao coração da esposa por vários motivos construídos no relacionamento de um casal.O que podemos acreditar é que Noé era um homem reto em seus caminhos, e ele a respeitava muito.
Ele provavelmente nunca mentira para a sua companheira e, por isso, ganhou sua confiança, através de sua idoneidade, competência e respeitabilidade como cabeça do lar. Somente assim é possível se obter a confiança de uma esposa, mesmo em momentos que as circunstâncias pareçam loucura para o mundo. Já em um relacionamento cheio de mentiras e falsidade, não se constrói confiança.
Minha irmã, se você se indagar sobre seu marido agora, qual seria sua resposta?
"Eu tenho um Nóe em casa, por isso entro em qualquer barco com ele” Ou então seria: "Como eu gostaria de ter um Noé em casa, foram tantas mentiras para se conseguir algo neste casamento.Se eu acreditasse em tudo que ele diz, certamente me afogaria ao entrar no barco”. Na segunda situação, creio que a esposa não acreditaria no marido e a sua família morreria no dilúvio.
Em segundo lugar, podemos também imaginar o sofrimento da esposa de Noé quanto ao destino do restante da família. Sua mãe, seu pai, seus irmãos ou irmãs, tios e tias, e os demais, provavelmente moravam pelas redondezas, ou mesmo que longe, certamente morreriam afogados, pois Deus havia revelado que destruiria toda a Terra. A notícia deve ter a abalado, pois os parentes certamente estavam em seu coração.

Pense bem sobre isto: A morte é algo que ninguém se acostuma quando se trata da nossa casa, da nossa família. Enquanto a arca era construída, sua mente certamente ia a lembrança de seus familiares e amigos, que não criam na profecia de que o caos aconteceria e ainda zombavam deles. Quem sabe quantas vezes ela foi até a casa de seus pais, olhou seus rostos e tristemente imaginou que quando ela entrasse naquela arca, nunca mais veria seus rostos.
Posso garantir que ela chorou muito por eles e pelos demais. Somente Deus pôde consolar aquele coração. Davi disse que as ondas de morte o cercaram (II Samuel 22v. 5), mas ela passou por isto bem antes que ele.Imagino que ao entrar na arca, ela ainda dá uma última olhadinha para trás, na esperança de que alguém mais cresse. Assim como teve esperanças durante os 120 anos de construção. Mas toda escolha é pessoal.
E nós sabemos que um dia Jesus voltará para nos buscar. Muitos da nossa própria família não acreditam, zombam de nós, e também choramos pela incredulidade deles. Sentimos o mesmo que a esposa de Noé sentiu.
Não iremos mais vê-los e sabemos que muitos morrerão eternamente.Portanto, devemos tomar uma atitude, escolher entrar no barco ou não! Qual é a sua escolha?Eu entro no barco, e você?
Um terceiro lugar, está o fato de conviver dias e noites limpando e alimentando os animais!
Esta é uma tarefa que mulher nenhuma gosta. E posso garantir, com toda propriedade, que é muito difícil.
Imagine toda sorte de animais: leões, tigres, elefantes, cobras, cabras e outros animais que você mesmo pode imaginar, sendo sustentados por ela e suas noras.
Imagine o cheiro ali dentro da arca e o sacrifício para a limpeza das fezes dos animais!

Além disso, mesmo que as reações das feras fossem mansas, certamente ela sentia um pouco de medo para chegar perto dele.
Eu posso assegurar isto, porque tive um leão chamado SULTÃO, que convivia em casa com nossa família desde os três meses de idade. Ele era tão manso ao ponto de darmos comida e água em sua boca. Mas mesmo assim muitas foram ás vezes que seu tamanho e sua postura impunham um ar de superioridade. Ele já se foi, mas acredito que esta foi uma experiência pequena, comparando a ter que enfrentar vários animais juntos.
Ainda podemos acreditar no quanto foi cansativo esta situação à esposa de Noé. E muitas situações em nossas vidas também são consideradas provas na Escola de Aperfeiçoamento de Deus. E, depois que passamos por elas, sempre fica uma lição que nos capacita para situações posteriores.
Em quarto lugar na situação da esposa de Noé, destaco O MOMENTO DE ABRIR A JANELINHA. Como foi sua reação ao ver a imensidão de águas sobre aquilo que ela conhecia como terra?

Tudo se tinha ido, toda alma com fôlego de vida havia morrido, inclusive seus familiares e amigos. E ela ainda teria que esperar muitos dias naquele barco com sua família até que as águas baixassem. Como seria sua atitude?
Você agüentaria passar vários dias em um lugar trancado com suas noras ou genros? Ou sogras e sogros?
Há muitas noras que jamais agüentariam, prefeririam se jogar pela janelinha do barco. E muitas sogras também não conseguiriam conviver com suas noras, mas para se salvarem, elas tiveram que passar por isso!
Agora pergunto: Como será no céu?Certas situações fazem-nos começar a pensar em se preparar para o futuro eterno.
Muitas vezes, uma situação difícil faz com que a família se una, para que as coisas comecem a ficar em seu devido lugar. Assim foi dentro da arca. Agora, imagine se, durante tanto tempo que ficaram juntas, ao se olharem, elas tivessem vontade de agarrar na garganta uma das outras.
Como seria o ambiente dentro da Arca? Horrível!Amados, com isto, quero lembrar lhes que caso queiram morar no céu, procurem se esforçar para amar sua sogra(o) ou sua nora (genro), porque ninguém lá entrará sem amar o próximo como a si mesmo.
Na última situação, destaco o momento de DESCER DA ARCA. Que alivio sair e poder pisar fora da arca, mesmo que fosse na lama. Mas, por outro lado, havia uma grande solidão ao saber que o mundo era habitado apenas por uma única família: a deles.
Talvez, no coração desta mulher tenha surgido uma certa insegurança, e ela se pergunta: “Deus, como posso ter certeza que daqui a algum tempo não terei que passar pelas mesmas angústias; talvez ver meus netos morrendo afogados se não acreditarem em suas palavras? Será que começaremos uma nova vida e daqui a 100 anos entraremos em mais outra arca?”
Mas Deus, em sua soberana sabedoria, responde com um sinal belo, maravilhoso e com cores belíssimas: um arco, que apareceu no céu estabelecendo uma aliança entre Ele e o homem.
Uma Aliança de promessa, em que jamais aconteceria uma outra inundação mundial que acabasse com todo ser vivente. E foi para que Noé e sua família se lembrasse desta promessa, que Deus colocou nos céus o Arco colorido. Naquele momento, a esposa de Noé pôde fitar seu esposo, filhos e noras, e dizer: VALEU A PENA.

terça-feira, 3 de junho de 2008

John Harper: Evangelista do TITANIC

John Harper nasceu num lar cristão em Glasgow, Escócia, em 1872.Quando tinha aproximadamente quatorze anos, tornou-se um cristão, e dali em diante, começou a falar aos outros sobre Cristo. Aos dezessete anos, começou a pregar, ir às ruas do seu vilarejo e derramar sua alma enquanto suplicava com paixão que os homens se reconciliassem com Deus.

Após cinco ou seis anos de labor nas esquinas das ruas pregando o
evangelho e trabalhando na usina durante o dia, Harper foi recebido pelo Reverendo E. A. Carter da Missão Batista Pioneira em Londres.

Isso deixou Harper livre para tero seu tempo integral à obra que o seu coração amava tanto – o evangelismo. Um pouco depois, em setembro de 1896, Harper iniciou sua própria igreja. Essa igreja, que começou com apenas 25 membros, passou para mais de 500 membros quando ele saiu de lá. Depois treze anos, casou-se e ficou viúvo muito rápido.

Antes de perder sua esposa, Deus abençoou Harper com uma beleza menininha chamada Nana.

A vida de Harper foi agitada. Ele quase morreu afogado várias vezes. Quando tinha dois anos e meio de idade, caiu num povo, mas foi resgatado e reanimado por sua mãe. Aos vinte e seis, foi arrastado mar adentro por um vento reverso e quase não sobreviveu. E aos trinta e dois anos viu de frente a morte no Mar Mediterrâneo, quando estava num barco com o casco rachado.

Na verdade, esses “contatos” com a morte parecem ter apenas confirmado John Harper em seu zelo pelo evangelismo, algo que o marcou pelo resto dos dias de sua vida. Enquanto pastoreando sua igreja em Londres, Harper continuou seu evangelismo fervoroso e fiel. De fato, ele era um evangelista tão zeloso que a Moody Church em Chicago pediu que ele viesse até a América para uma série de encontros. Ele o fez, e muito bem.

Poucos anos depois, a Moody Church perguntou se ele não queria ir novamente. E foi assim que certo dia, Harper adentrou num navio com um ticket de segunda classe em Southampton, Inglaterra, para uma viagem até a América.

A esposa de Harper tinha morrido poucos anos antes, e Harper tinha com ele sua única filha, Nana, de seis anos.

O que aconteceu após isso sabemos principalmente por duas fontes: Uma é Nana, que morreu em 1986 aos oitenta anos. Ela lembrava de ter sido acordada pelo pai umas poucas noites na jornada deles. Era por volta de meia-noite, e ele disse que o navio onde eles estavam tinha batido num iceberg.

Harper disse a Nana que outro navio estava para chegar, a fim de resgatá-los, mas, como precaução, ele a colocaria num barco salva-vidas juntamente com uma prima mais velha, que os acompanhava. Quanto a Harper, ele aguardaria até o outro navio chegar.

O restante da história é uma tragédia bem conhecida. A pequena Nana e sua prima foram salvas. Mas o navio onde tinham estado era o Titanic.

O único motivo de sabermos o que aconteceu com John Harper depois é que, numa reunião de oração em Hamilton, Ontário (Canadá), alguns meses depois, um jovem escocês caiu em lágrimas e contou a história extraordinária de como ele foi convertido. Ele explicou que estava no Titanic na noite em que o mesmo atingiu o iceberg.

Ele tinha segurado em um pedaço de mastro que estava flutuando nas águas congelantes. “Subitamente”, disse, “uma onda trouxe até mim um homem, John Harper. Ele também estava agarrado a um pedaço dos destroços.

Ele bradou: “Homem, você é salvo?”

“Não, eu não sou”,
respondi.

Ele gritou de volta: “Crê no Senhor Jesus Cristo, e serás salvo”.

As ondas afastaram Harper de mim, mas um pouco depois, ele foi trazido de volta e ficou ao meu lado de novo. “Você está salvo agora?”, ele exclamou.

“Não”, respondi.

“Crê no Senhor Jesus Cristo, e serás salvo”.

Então, ele perdeu o seu destroço, Harper afundou. E ali, sozinho na escuridão da
noite com 50 metros de água abaixo de mim, confiei em Cristo como meu Salvador.

Eu sou o último convertido de John Harper.

Fonte: The Gospel & Personal Evangelism, Mark Dever, p. 13-15.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Heróis da Fé - João Ferreira de Almeida




"Conhecido pela autoria de uma das mais lidas traduções da Bíblia em português, ele teve uma vida movimentada e morreu sem terminar a tarefa que abraçou ainda muito jovem."

Entre a grande maioria dos evangélicos do Brasil, o nome de João Ferreira de Almeida está intimamente ligado às Escrituras Sagradas. Afinal, é ele o autor (ainda que não o único) da tradução da Bíblia mais usada e apreciada pelos protestantes brasileiros.
Disponível aqui em duas versões publicadas pela Sociedade Bíblica do Brasil - a Edição Revista e Corrigida e a Edição Revista e Atualizada - a tradução de Almeida é a preferida de mais de 60% dos leitores evangélicos das Escrituras no País, segundo pesquisa promovida por A Bíblia no Brasil.
Se a obra é largamente conhecida, o mesmo não se pode dizer a respeito do autor. Pouco, ou quase nada, se tem falado a respeito deste português da cidade de Torres de Tavares, que morreu há 300 anos na Batávia (atual ilha de Java, Indonésia).
O que se conhece hoje da vida de Almeida está registrado na "Dedicatória" de um de seus livros e nas atas dos presbitérios de Igrejas Reformadas (Presbiterianas) do Sudeste da Ásia, para as quais trabalhou como pastor, missionário e tradutor, durante a segunda metade do século XVII.
De acordo com esses registros, em 1642, aos 14 anos, João Ferreira de Almeida teria deixado Portugal para viver em Málaca (Malásia). Ele havia ingressado no protestantismo, vindo do catolicismo, e transferia-se com o objetivo de trabalhar na Igreja Reformada Holandesa local.
Tradutor aos 16 anos
Dois anos depois, começou a traduzir para o português, por iniciativa própria, parte dos Evangelhos e das Cartas do Novo Testamento em espanhol. Além da Versão Espanhola, Almeida usou como fontes nessa tradução as Versões Latina (de Beza), Francesa e Italiana - todas elas traduzidas do grego e do hebraico.
Terminada em 1645, essa tradução de Almeida não foi publicada. Mas o tradutor fez cópias à mão do trabalho, as quais foram mandadas para as congregações de Málaca, Batávia e Ceilão (hoje Sri Lanka). Mais tarde, Almeida tornou-se membro do Presbitério de Málaca, depois de escolhido como capelão e diácono daquela congregação.
No tempo de Almeida, um tradutor para a língua portuguesa era muito útil para as igrejas daquela região. Além de o português ser o idioma comumente usado nas congregações presbiterianas, era o mais falado em muitas partes da Índia e do Sudeste da Ásia. Acredita-se, no entanto, que o português empregado por Almeida tanto em pregações como na tradução da Bíblia fosse bastante erudito e, portanto, difícil de entender para a maioria da população.
Essa impressão é reforçada por uma declaração dada por ele na Batávia, quando se propôs a traduzir alguns sermões, segundo palavras, "para a língua portuguesa adulterada, conhecida desta congregação".
Perseguido pela Inquisição, ameaçado por um elefante
O tradutor permaneceu em Málaca até 1651, quando se transferiu para o Presbitério da Batávia, na cidade de Djacarta. Lá, foi aceito mais uma vez como capelão, começou a estudar teologia e, durante os três anos seguintes, trabalhou na revisão da tradução das partes do Novo Testamento feita anteriormente.
Depois de passar por um exame preparatório e de ter sido aceito como candidato ao pastorado, Almeida acumulou novas tarefas: dava aulas de português a pastores, traduzia livros e ensinava catecismo a professores de escolas primárias.
Em 1656, ordenado pastor, foi indicado para o Presbitério do Ceilão, para onde seguiu com um colega, chamado Baldaeus. Ao que tudo indica, esse foi o período mais agitado da vida do tradutor.
Durante o pastorado em Galle (Sul do Ceilão), Almeida assumiu uma posição tão forte contra o que ele chamava de "superstições papistas", que o governo local resolveu apresentar uma queixa a seu respeito ao governo de Batávia (provavelmente por volta de 1657).
Entre 1658 e 1661, época em que foi pastor em Colombo, ele voltou a enfrentar problemas com o governo, o qual tentou, sem sucesso, impedi-lo de pregar em português.
O motivo dessa medida não é conhecido, mas supõe-se que estivesse novamente relacionado com as idéias fortemente anti-católicas do tradutor.
A passagem de Almeida por Tuticorin (Sul da Índia), onde foi pastor por cerca de um ano, também parece não ter sido das mais tranqüilas. Tribos da região negaram-se a ser batizadas ou ter seus casamentos abençoados por ele. De acordo com seu amigo Baldaeus, o fato aconteceu porque a Inquisição havia ordenado que um retrato de Almeida fosse queimado numa praça pública em Goa.
Foi também durante a estada no Ceilão que, provavelmente, o tradutor conheceu sua mulher e casou-se. Vinda do catolicismo romano para o protestantismo, como ele, chamava-se Lucretia Valcoa de Lemmes (ou Lucrecia de Lamos).
Um acontecimento curioso marcou o começo de vida do casal: numa viagem através do Ceilão, Almeida e Dona Lucretia foram atacados por um elefante e escaparam por pouco da morte. Mais tarde, a família completou-se, com o nascimento de um menino e de uma menina.
Idéias e personalidade
A partir de 1663 (dos 35 anos de idade em diante, portanto), Almeida trabalhou na congregação de fala portuguesa da Batávia, onde ficou até o final da vida. Nesta nova fase, teve uma intensa atividade como pastor.
Os registros a esse respeito mostram muito de suas idéias e personalidade. Entre outras coisas, Almeida conseguiu convencer o presbitério de que a congregação que dirigia deveria ter a sua própria cerimônia da Ceia do Senhor.
Em outras ocasiões, propôs que os pobres que recebessem ajuda em dinheiro da igreja tivessem a obrigação de freqüentá-la e de ir às aulas de catecismo. Também se ofereceu para visitar os escravos da Companhia das Índias nos bairros em que moravam, para lhes dar aulas de religião - sugestão que não foi aceita pelo presbitério - e, com muita freqüência, alertava a congregação a respeito das "influências papistas".
Ao mesmo tempo, retomou o trabalho de tradução da Bíblia, iniciado na juventude. Foi somente então que passou a dominar a língua holandesa e a estudar grego e hebraico. Em 1676, Almeida comunicou ao presbitério que o Novo Testamento estava pronto.
Aí começou a batalha do tradutor para ver o texto publicado - ele sabia que o presbitério não recomendaria a impressão do trabalho sem que fosse aprovado por revisores indicados pelo próprio presbitério. E também que, sem essa recomendação, não conseguiria outras permissões indispensáveis para que o fato se concretizasse: a do Governo da Batávia e a da Companhia das Índias Orientais, na Holanda.
Exemplares destruídos
Escolhidos os revisores, o trabalho começou e foi sendo desenvolvido vagarosamente. Quatro anos depois, irritado com a demora, Almeida resolveu não esperar mais - mandou o manuscrito para a Holanda por conta própria, para ser impresso lá. Mas o presbitério conseguiu parar o processo, e a impressão foi interrompida.
Passados alguns meses, depois de algumas discussões e brigas, quando o tradutor parecia estar quase desistindo de apressar a publicação de seu texto, cartas vindas da Holanda trouxeram a notícia de que o manuscrito havia sido revisado e estava sendo impresso naquele país.
Em 1681, a primeira edição do Novo Testamento de Almeida finalmente saiu da gráfica. Um ano depois, ela chegou à Batávia, mas apresentava erros de tradução e revisão. O fato foi comunicado às autoridades da Holanda e todos os exemplares que ainda não haviam saído de lá foram destruídos, por ordem da Companhia das Índias Orientais.
As autoridades Holandesas determinaram que se fizesse o mesmo com os volumes que já estavam na Batávia. Pediram também que se começasse, o mais rápido possível, uma nova e cuidadosa revisão do texto.
Apesar das ordens recebidas da Holanda, nem todos os exemplares recebidos na Batávia foram destruídos. Alguns deles foram corrigidos à mão e enviados às congregações da região (um desses volumes pode ser visto hoje no Museu Britânico, em Londres). O trabalho de revisão e correção do Novo Testamento foi iniciado e demorou dez longos anos para ser terminado.
Somente após a morte de Almeida, em 1693, é que essa segunda versão foi impressa, na própria Batávia, e distribuída.
Ezequiel 48.21
Enquanto progredia a revisão do Novo Testamento, Almeida começou a trabalhar com o Antigo Testamento. Em 1683, ele completou a tradução do Pentateuco (os cinco primeiros livros do Antigo Testamento). Iniciou-se, então, a revisão desse texto, e a situação que havia acontecido na época da revisão do Novo Testamento, com muita demora e discussão, acabou se repetindo. Já com a saúde prejudicada - pelo menos desde 1670, segundo os registros --, Almeida teve sua carga de trabalho na congregação diminuída e pôde dedicar mais tempo à tradução. Mesmo assim, não conseguiu acabar a obra à qual havia dedicado a vida inteira.
Em 1691, no mês de outubro, Almeida morreu. Nessa ocasião, ele havia chegado até Ezequiel 48.21. A tradução do Antigo Testamento foi completada em 1694 por Jacobus op den Akker, pastor holandês. Depois de passar por muitas mudanças, ela foi impressa na Batávia, em dois volumes: o primeiro em 1748 e o segundo, em 1753.

Fonte: A Bíblia no Brasil, nº. 160, 1992, p. 14.